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          E se o Rio Grande se tornasse independente hoje do Brasil?...

          Este é um ensaio hipotético, porém baseado em fatos e dados reais. Consideremos a possibilidade do Rio Grande se tornar independente pacificamente, através de um Plebiscito ou uma Consulta Popular ao povo gaúcho, regulamentado e fiscalizado por entidade internacional (ONU, por exemplo).
 
          Consideremos, ainda hipoteticamente, a aceitação pacífica do Governo Brasileiro, disposto ao diálogo e ao acerto dos pontos conflitantes da desanexação deste Estado federativo.
 
          Coloquemos, no meio das partes pleiteantes, uma Junta Mediadora composta por representantes de países do Conselho da ONU. Com este prossuposto, inferimos:
 
          O Brasil cobrará:
 
          1. A dívida (55 bilhões reais).
                a. Será preciso uma auditoria independente para apurar a REAL dívida!
                b. Precisa ser discutido, se os valores retidos relativos à defasagem entre a arrecadação e o "retorno" brasileiro
em investimentos, não deverão incidir como um desconto sobre este valor. Neste caso talvez acabe o Brasil devendo para o Rio Grande! O que não seria uma má idéia.
 
          2. Os bens móveis e imóveis da União em solo rio-grandense. Será preciso descontar a parte que cabe ao Rio Grande, desses bens! (Vai ser um cálculo interessante!)
                 a. Será preciso relacionar os bens, e a porcentagem de cada um que competiria ao Rio Grande, através de
investimentos neles...
(Por exemplo: A Prefeitura de Porto Alegre CEDEU o terreno onde a União construiu o Ministério da fazenda, e outros prédios,
como "Tribunais federais". O valor deste terreno deverá ser descontado do valor que a União pretende cobrar sobre estes
prédios.)
 
                3. Os bens das Forças Armadas (Bens móveis e imóveis), com o devido desconto da porcentagem que competiria ao Rio Grande.
 
                4. As obras construídas pela União em solo rio-grandense. (isto seria discutível).
 
O Rio Grande Cobrará:
 
                1. Os valores totais das taxas enviadas pelo Estado, por empresas privadas e pelos indivíduos rio-grandenses, desde 15 de Novembro de 1889, descontados os valores dos investimentos.
 
                2. Valor estimativo do que o Estado deixou de arrecadar por falta dos investimentos que deixou de fazer, por políticas
públicas equivocadas e prejudiciais ao povo rio-grandense.
 

                Tudo seria discutido e acertado pacificamente... Esperemos!
 
     
                Estes cálculos podem demorar anos, ou décadas. E seriam muito custosos. Podem, portanto, os Mediadores fazerem uma proposta única, sem mais cálculos, e acertarem por uma dívida mínima e razoável que o Rio Grande possa comportar.
 
                Neste caso, (Otimista) pula-se esta parte. Sendo assim, poderíamos contar com um amistoso comércio com o Brasil, o que nos seria benéfico.
 
                Ainda na área das hipoteses, considerando a outra forma mais traumática de conquista da independência (Como na Guerra dos Farrapos, por exemplo), seria menos complicada a questão dos "arreglos"... Nada de acêrto: "O que aqui está, aqui fica"! E ponto final... Hipoteticamente!

 

                1º passo:
 
                1. O Líder, o maior responsável pelo desfecho favorável à nossa independência, assumiria como primeiro governante da República Rio-Grandense. Natural e indiscutível.
 
 
                2. Instituir imediatamente um "Governo Provisório", com objetivo de equilibrar as instituições do novo país.
                           a. Sería, não o primeiro, mas o
TERCEIRO Presidente da República, considerando Bento Gonçalves e David Canabarro, respectivamente, o primeiro e o segundo Presidentes no século XIX.
                           b. O ano de 2015 seria o
179º ano de existência da República Rio-Grandense, período em que passou 170 anos anexado ao território brasileiro e submisso ao seu Governo Central.
 
                3. Convocar (sem eleições) os seus "Auxiliares" que considera melhores para assumirem os Ministérios obrigatórios:
                           a. Vice e Secretário;
                           b. Diplomata;
                           c. Defesa territorial;
                           d. Fazenda;
                           e. Trabalho;
                           f. Comércio e Indústria;
                           g. Educação;
                           h. Saúde e Previdência;
                           i. Energia;
                           j. Segurança;
                           k. Comunicações.
 
                4. Estes Ministros deverão ser técnicos (Não políticos) e profundos entendedores em suas áreas. Além da organização de suas pastas, eles confeccionarão, em conjunto com o Presidente da República, uma "Constituição Provisória" que regrará o novo país. (Na verdade, no momento da conquista da independência, esta Constituição já deverá estar pronta! Ou, pelo menos, bem encaminhada).
 
                5. Esta Constituição vigorará durante o processo de Eleições de Representantes para uma Assembléia Constituínte, trabalhos da Assembléia até a Promulgação da Constituição final.
 
                6. Portanto, de início deverão ser encerradas as velhas instituições públicas e políticas brasileiras, com o objetivo de
"quebrar" o sistema político brasileiro antigo.
 
                7. Logo a seguir será promulgada a Constituição Provisória contendo os regramentos para a convocação de eleições à Representantes do Povo, objetivando formar uma Assemléia Constituinte que confeccionará a Constituição da República Rio-Grandense permanente.
 
                8. Eleições:
                           - Sugerimos a não criação de partidos políticos (Para inibir a reprodução do quadro político brasileiro)
                           - Voto distrital, voto individual, em cidadãos de confiança do povo.
                           - Proibido incentivo financeiro de campanha. Igualdade de oportunidades para os candidatos. (espaços em Rádios, Jornais, TVs e democracia na concessão de espaços públicos e Internet).
                           - Eleitos, sem ajuda de custo. Preparar uma "república" para se alojarem. 

                Os primeiros decretos do Presidente:
 
                1. Declara a Independência e Soberania do Rio Grande perante as demais nações do mundo. Declara intenção de amizade e equidistância com todos os países do mundo, e desejo de comércio saudável, justo. Etc, etc.
 
                2. Institui nomes e símbolos pátrios. (Os já existentes, quando "Estado" brasileiro. Não tem que inventar nada!).
 
                3. Declara "Estado de Exceção" e Institui Forma de Governo Provisório.
                          a.
Absolutismo, segundo Hobbes.
                          b. Vigorará somente
durante o "Estado de Exceção".
                          c. O Estado de Exceção se encerrará com a Promulgação da Constituição da República Rio-Grandense.
                          d. Extinção das instituições políticas anteriores à Nova Proclamação da República.
 
                4. Empossa seus Ministros e demais assessores.
 
                5. Declara Sistema de Governo: Municipalista.
                          a. Os Governos Municipais são responsáveis pela execução do serviço público no atendimento às necessidades da população. Com o auxílio de suas Câmaras de Vereadores, poderão legislar sobre todos os itens necessários ao atendimento desta demanda, inclusive sobre os Impostos. Compreendendo que tudo o que realizarem estará sob o manto da
provisoriabilizadade do Governo da República, e se encerra no ato de Promulgação da nova Constituição.
                          b. Excetuando-se os casos de Determinação, Legislação e/ou Ingerência do Governo da República.
 
                6. Instituição de um Banco Central Rio-Grandense, responsável por:
                           - Regramento e Concessões de Operação de Pessoas Jurídicas;
                           - Cadastro financeiro de toda a população residente do país;
                           - Sistema financeiro interno;
                           - Atuação no Sistema Financeiro Global.

2º Passo: Ações de ordem institucional:
 
                 Censo e Registro
                            - Promover um
Registro Geral Cidadão. Pessoas que têm residência fixa no território da República.
                            - Convocação para comparecer em estabelecimento pré-determinado (Escolas, Quartéis ou Igrejas).
                            - Pré-Registro (Preenchimento de dados semelhante ao do I.R. pela Internet).
                            - Confecção de
Carteira Única ou Cartão Magnético (Identidade, CPF, Trabalho, Passaporte, Operações Financeiras).
                            - Identificação e confirmação por fotos, digitais e demais características físicas.
                            - Equipes de Voluntários, Estudantes, ONG's, visitarão todas as residências do país para averiguação dos dados
coletados e registro de quem está impossibilitado.
 
                            - Promover Registro Geral Pessoas Jurídicas.
                            - Mesmos quesitos para os cidadãos, com a devida adaptação.
 
                            - Registro Geral de animais.
                            - Criação, abate ou comércio.
                            - Estimação.
                            - Todo animal no âmbito urbano precisa de um "dono", responsável por ele e pelo seu registro. Excetuam-se os animais em estado selvagem, em áreas de preservação.
 
                            - promover Registro de Bens Móveis.
                            - Todo e qualquer bem que pretenda andar na rua ou passeio público. (Incluíndo bicicletas, carrinhos de papeleiros,
carroças, triciclos, etc... Enfim, tudo que servir para se locomover em área pública).
 
                Os dados ficarão em poder do Governo da República e serão cruzados para identificar anomalias institucionais.

                PRIORIDADES DE GOVERNO:
 
                1. Educação. Construir um Projeto completo, do Pré-escolar às Universidades, com construção de Escolas, abertura de cursos técnicos, de Graduação e pós-graduação. REVER e REPENSAR todos os conceitos contemplados pela educação brasileira, reconstruí-los ou elaborar novos conceitos, contando com a negativa experiência do sistema brasileiro. (Basicamente a Educação deverá recomeçar "do zero")
 
                2. Energia. (Abordado abaixo)
 
                3. Infra-estrutura. Sistema Ferroviário de transporte moderno e prático. Sistema de Transporte Hidroviário mais
caseiro, aproveitando-se a mão-de-obra disponível. Túneis e pontes em locais estratégicos. Reforma e duplicação (se for o
caso) das Estradas já existentes. Implantação de trens urbanos aéreos conforme as necessidades.
 
                4. Justiça e Segurança. O Governo da República pomoverá encontros de representantes das diversas instituições de
Justiça e Segurança, e catedráticos, com objetivo de construir, em tempo exíguo, uma Legislação básica para ações judiciais
e de Segurança Pública. Utilizar, como na área da Educação, a experiência brasileira para evitar cometer os mesmos erros
legais, que permitem a impunidade, a corrupção desenfreada, a malícia e o "jeitinho".
 
                Sugestões:
                          - Crimes reincidentes e ediondos, o criminoso
perde os direitos de cidadão.
                          - Penas progressivas segundo o grau de criminoso e a gravidade do crime: De Casas de Reabilitação à trabalhos
forçados sem redução de pena.
                          - Elaborar meio de
reparação possível às vítimas. (De preferência com o trabalho do criminoso).
 
 
                ESTUDOS E DADOS REAIS
 
                Para elaborarmos com mais precisão nosso ensaio, precisamos conhecer melhor nossas atuais condições nas diversas áreas que compõem a vida do Estado do Rio Grande do Sul.
 
 
                O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) considera a esperança média de vida, o nível de alfabetização, a taxa de
escolaridade e o PIB per capita. trata-se, portanto, de um indicador orientado aos diferentes aspectos que influem na qualidade de vida de uma população.
 
                Este índice varia de zero (povo em estado selvagem) até hum (pleno desenvolvimento das condições humanas e sociais), sendo os países classificados deste modo:
                          - Quando o IDH de um país está entre
0 e 0,499, é considerado muito baixo.
                          - Quando o IDH de um país está entre
0,500 e 0,599, é considerado baixo.
                          - Quando o IDH de um país está entre
0,600 e 0,699, é considerado médio.
                          - Quando o IDH de um país está entre
0,700 e 0,799, é considerado alto.
                          - Quando o IDH de um país está entre
0,800 e 1, é considerado muito alto.
 
                Pelos dados RS confirmados pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) temos:
                          - IDH/RS em 2006 : 0,832
                          - IDH/RS em 2010 : 0,746
                          - IDH/RS em 2012 : 0,656
 
                Observamos que, ao longo do tempo o IDH do Rio Grande vem decrescendo significativamente, comprovando a assertiva de que estamos sendo "sufocados" pelo centralismo brasileiro. Esta é a nossa grande perda quanto Estado desta Federação. (Dinheiro vai, dinhero não volta. Assim cada vez menos recursos são investidos no Desenvolvimento Humano do Estado).
 
                Ainda na década passada o Rio Grande do Sul com um IDH de 0,832, representava o 4º mais elevado da América do sul, somente atrás de Chile, Argentina e Uruguai. Em termos mundiais, estaria colocado na 58º posição, à frente de países como Rússia, Turquia, Sérvia, Montenegro, China e o próprio Brasil que ocupava, então, a 71º colocação.
 
                Já nos últimos dados (2012), mais próximos da atual situação econômica do Rio Grande do Sul, temos:
                           - IDH geral\RS: 0,656
                           - IDH geral\BR: 0,592
                           - IDH padrão de vida\RS: 0,618
                           - IDH padrão de vida\BR: 0,572
                           (Todos dados 2012)
 
                Temos, considerando só o Rio Grande, um índice de desenvolvimento humano (IDH) ainda, apesar dos pesares, MAIOR do que considerando os índices brasileiros! Já, hoje e agora!
 
                Em palavras mais claras, neste exato momento em que estamos lendo esta matéria, JÁ ESTAMOS em melhores condições individualmente, do que unidos aos demais brasileiros!
 
                Resta saber se, após a independência, vamos melhorar ou piorar estes índices.
 
                Como estamos vendo, os índices já vêm piorando devido ao "Sistema Federativo" de distribuição de renda do Brasil.
 
                Vejamos:
 
                O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande foi, em 2012, de R$ 277,7 bilhões de reais.
                          - Relativo a U$ 92.55 bilhões - 62º ranking mundial (2012) - Maior que o da Eslováquia, Equador, Uruguai, Bolívia,
Paraguai, por exemplo.
 
                Isso é pouco ou muito para nós?
 
                Bem, vai depender da quantidade de pessoas que serão "beneficiadas" por este volume produtivo. Por isso calculamos o quanto, deste total, caberia a cada rio-grandense, se este PIB fosse distribuído igualitariamente. Este cálculo é a "Renda Per Cápita" (Valor por cabeça, literalmente).
 
                Este o cálculo: R$ 277,7 bi : 10.772.000 hab/2012 = R$ 25.779,00 por habitante.
                Ou seja, a renda per cápita do Rio Grande em 2012, foi de R$ 25.779,00 reais.
 
                Seguindo o raciocínio, se fôssemos independentes, em 2012, cada gaúcho rio-grandense teria direito à receber (Caso o PIB fosse distribuído total e igualitariamente), quase 26 mil reais. É a sua "riqueza" enquanto pertencente ao povo do Rio Grande.
                Agora, aplicando o mesmo cálculo considerando-se o Brasil inteiro (PIB dividido por nº habitantes), teremos uma renda per cápita de: R$ 22.645,00! (Dados Atlas Sócio-Econômico do Rio Grande do Sul, 2015).
 
                Isso quer dizer que, inserido na União Brasileira, cada gaúcho é MAIS POBRE, do que se independente fosse!
                Pode-se afirmar sem medo de errar que seríamos economicamente mais fortes se o Rio Grande fosse um país Livre, e não "mais pobres", como a maioria pensa!
 
                A questão é: Uma vez independente, o Rio Grande teria as mesmas condições de produção? As mesmas condições de comércio?
 
                Para que o Rio Grande continue produzindo (Nos setores primário, secundário e terciário) são necessárias algumas condições básicas:
                          - Educação (Formação de mão-de-obra qualificada, competência elevada);
                          - Energia;
                          - Infra-estrutura;
                          - Crédito.
 
                Estas quatro condições básicas dependem apenas de um único elemento: O DINHEIRO, recursos para investimento!
Pois sem este "Investimento" a tendência é desqualificar e produzir cada vez menos.
 
                Aqui, cabem duas perguntas importantes:
                1. Quanto o Rio Grande
enviou para Brasília, em 2012?
                          - Resposta - R$ 32,30 bi.
                2. Quanto
o Brasil investiu no Rio Grande, neste mesmo ano?
                          - Resposta -
R$ 4,8 bi.
 
                 Isso significa que, só no ano de 2012, se o Rio Grande fosse independente (E não tivesse obrigado a enviar sua arrecadação para Brasília), teria a diferença do que enviou e o que voltou (R$ 32,3 - R$ 4,8 = R$ 27,5), para somar ao investimento que ele mesmo fez à si, que nos dias atuais, é nulo!
 
                Esta é a questão do (Dinheiro vai, dinheiro não volta)! Não volta, nem mesmo em forma algum benefício que desobrigaria o Rio Grande de realizar.
 
                Ao invés de investir meros R$ 23,36 bilhões, teria investido: R$ 50,86 bilhões de reais. (Ou, pelo menos, os teria à
disposição para investimento!) Cálculo: (R$ 23,36 + R$ 27,50 = R$ 50,86).

                Outro exemplo bastante claro:
 
                Em 2010, conforme a Receita Federal, o total arrecadado pelo Rio Grande foi de R$ 27.032.275.831 (R$ 27 bi). Deste montante, o recurso transferido pela União ao Rio Grande neste mesmo ano foi de R$ 10.439.686.357,40 (Ou, R$ 10,4 bi), conforme o Portal da Transparência, representando um saldo negativo de mais de 16 bilhões e meio de reais.
 
                Em 2009 o saldo apresentado foi de 12 bilhões de reais em favor do governo brasileiro.
 
                De forma comparativa e para que se aclare a magnitude destes valores, o PAC "Programa de aceleração do crescimento", amplamente divulgado pelo governo brasileiro como o grande impulso para desenvolvimento nacional, contempla os seguintes investimentos para o Rio Grande (2009):
                          - PAC da Copa – R$ 480 milhões (melhoria do tráfego nas principais vias de acesso à Porto Alegre).
                          - Saneamento - R$ 2,1 bilhões
                          - Habitação - R$ 650,9 milhões
 
                Somados, são investimentos que alcançam aproximadamente R$ 3,2 bilhões, representando, portanto, um montante extremamente inferior aos R$ 12 bilhões da diferença de saldo deste ano.
 
                Enquanto o povo comemorava dois ou três jogos de Copa do Mundo no Beira-Rio, mais de R$ 13 bilhões de reais deixavam o estado e seguiram outros destinos, sem que ele se desse conta.
 
Obs.1: Sem contar os "dividendos políticos" de propaganda enganosa: Se o Governo Central arrecada nossos impostos e constrói uma estrada, é comum afirmar "Obras do Governo federal"... Como se fosse um regalo dele ao próprio povo gaúcho que o pagou! É como uma pessoa que dá um presente para a outra pessoa que comprou com o dinheiro dela! Um engôdo.
 
Obs.2: Precisamos considerar que estes são valores brutos. Boa parte destes valores são utilizado para despesas normais de
manutenção da Máquina Pública (E que Máquina!): Folhas de pagamento, Aposentadoria, Serviço Social, enfim...
 
                Mas a regra básica ainda vale para o Rio Grande: "Mais arrecadação > mais investimento > mais produção > mais arrecadação".
 
                Isto significa que, segundo vimos acima, uma vez independente, o Rio Grande deverá ter mais verbas à disposição, do que tem hoje, para investimento naquelas condições básicas necessárias para produzir riqueza! Pois a União Brasileira não investe no Estado o relativo ao que arrecada, nem o mínimo que o Estado precisa, deixando-nos com muito menos verbas para investimento na própria produção interna.
 
                A conclusão é que, ao contrário do que muita gente pensa, separado do Brasil o Rio Grande não ficaria mais pobre! É pura ilusão criada pelo Sistema!
 
 
                COMÉRCIO:
 
                Conforme estávamos considerando acima, esta seria uma independência "pacífica". Neste caso o comércio com o Brasil, continuará!
 
                Claro que haverão taxas de importação e exportação determinadas pelo Brasil, coisa que não acontece hoje. Porém estas taxas nunca serão tão altas à ponto de inviabilizar este comércio, pois neste caso sofrerá a pressão da escassez dos produtos que hoje lhe oferecemos. É o cumprimento da Lei Natural da "Oferta e da Procura".
 
                A questão fundamental é:
                          - Produzimos bens de consumo, e os vendemos.
                          -
Temos necessidades, e as compramos.
                          - Hoje, esta balança
nos é favorável. Vejamos:
 
 
                Comércio com os demais Estados Brasileiros, conforme o Estudo: "Os Fluxos de Comércio do Rio Grande do Sul: Trocas Interestaduais e com o Resto do Mundo" produzido por Ana Lúcia Tatsch e Vanessa de Souza Batisti, Professoras da UFRGS e UNISINOS.
 
                No período de 1997 a 2003 (Caracteriza-se aqui uma tendência), o RS:
                          -
Exportou para outros estados brasileiros:  R$ 203,103 bilhões.
                          -
Importou dos demais estados brasileiros: R$ 195,212 bilhões.
                          -
Superávit do Rio Grande, no período: R$ 7,891 bilhões.
 
                Comércio Exterior, período de 1998 a 2008 (Caracteriza-se também uma tendência):
                          -
Exportou: US$ 102.831.420.000,00 (Cento e dois bilhões de dólares);
                          -
Importou: US$  63.986.110.000,00 (Sessenta e três bilhões de dólares).
 
                Estes números nos mostram uma realidade: O RIO GRANDE PRODUZ MAIS DO QUE CONSOME.
 
                A tendência hoje, apresentada neste trabalho, é de "diminuição" deste superávit, fato que nós creditamos a fatores bem conhecidos e identificados:
                          - Pesada
carga tributária;
                          - Falta de
obras de infra-estrutura (Em decorrência do empobrecimento econômico do Estado relativo às dívidas
questionáveis com o Estado Brasileiro).
                          -
Empobrecimento geral do Estado (Dinheiro vai, dinheiro não volta!), amarrado ao sistema centralista de poder e
decisões de organismos centralizados em Brasília.
                          - O Governador gaúcho não governa:
Administra a dívida!
 
(Por isso alertamos: Se continuarmos presos a este Sistema, denominado erroneamente de "Federativo", em breve entraremos na faixa de ESTADO DEFICITÁRIO, e então a recuperação será muitas vezes mais difícil).
 
                Seguindo no caso hipotético do Rio Grande se tornar independente imediatamente.
 
                Se as taxas impostas pelo Brasil tornam nosso comércio bilateral inviável, sempre teremos nossa autonomia de comercializar COM OUTROS PAÍSES, e vender pela melhor oferta. Com a Lei de oferta e procura, e sem os produtos gaúchos, o Brasil haverá de querer entrar no rol dos países que comercializam com o Rio Grande... E para isso terá que baixar suas taxas. Este setor tem suas regras próprias que independem da vontade política dos Estados que comercializam.
 
                Ainda com relação ao comércio podemos verificar que alguns dos itens que são produzidos no Brasil, são vendidos com PREÇOS MENORES lá fora do que dentro do próprio Brasil! E muitas vezes de melhor qualidade!
 
                Vejamos alguns exemplos.
 
                Gasolina exportada pelo Brasil, em 2015:
                          - Na Argentina: R$ 2,47
                          - No Paraguai: R$ 2,80
                          -
No Brasil: R$ 3,20
 
                Óbviamente, se o Rio Grande fosse independente, ao comprar a gasolina do Brasil, pagaríamos na bomba menos do que pagamos hoje como Estado Federado.
 
(Apenas como acréscimo: Sabemos por fonte da própria Petrobrás, que HÁ, SIM, PETRÓLEO NO RIO GRANDE! É uma reserva não explorada. Mas isto é assunto para outra matéria).
 
                Carros - Pegamos na própria mídia brasileira alguns exemplos para ilustração:
                           - Honda City, fabricado em São Paulo, vendido aqui no Brasil:
R$ 56.210,00
                           - Honda City, fabricado em São Paulo, vendido no México: R$ 25.800,00 (Já incluídos Frete e lucro da revenda).
                             (Valores em reais).
 
                           - Hyundai ix35, fabricado no Brasil e vendido no Brasil por: R$ 88.000,00
                           - Hyundai ix35, fabricado no Brasil e vendido na Argentina: R$ 56.000,00
                             (Valores em reais)
 
 
                           - Corolla vendido no Brasil por: U$ 37.636,00
                           - Corolla vendido na Argentina: U$ 21.658,00
                              (Valores em dólares)
 
                  Será que os gaúchos, independentes, não pagariam também menos pelo Honda City, o Hyundai e o Corolla, como ocorre com os demais países?
 
 
                  ENERGIA: RS
 
                  Neste setor temos deficiência. Porém não esqueçamos que o aporte de energia vinda de Itaipú não nos é regalado como um presente do Governo brasileiro. O Brasil também importa energia do Paraguai, e pagamos caro a energia que nos compete vinda de Itaipú.                  
 
                   Assim, em caráter de urgência, negociar com o Brasil ou Paraguai o montante carente de energia (+ ou - 9 Gw/h).
                  
                   Em um segundo momento realizar um mega-projeto de aproveitamento eólico da região litorânea (Capacidade prevista: 15,88 Gw/H). Sugerimos a construção de uma fábrica de aero-geradores próxima, ou na própria região (evitar custos de transporte), capaz de suprir a demanda.
 
                             - "O Rio Grande do Sul importa mais de 30% da energia que consome". - Fábio Rodrigues, Presidente do Sindicato Rural de Santa Vitória do Palmar.
                             - "Para mover as suas indústrias e iluminar suas cidades, o Rio Grande do Sul consome por ano 16 mil MW de energia elétrica. A capacidade de geração instalada em seu território que chega a 6,5 mil MW*. O restante, mais de dois terços vem de fora, do Sistema Nacional Integrado. Além das perdas, pelo transporte a longa distância, essa dependência traz insegurança no abastecimento". Elmar Bones, jornalista.
 
                   É óbvio que o sistema energético de produção e distribuição empregado pela "federação brasileira" é falho, arriscado e especialmente ruim para o Rio Grande, que se situa fora do eixo principal do país.
 
                   Hoje o Rio Grande gera 9,11 Gw/h, cerca de metade do que necessita para consumo. Com esta carência estamos literalmente "nas mãos" do sistema federativo de energia. E todos sabem o quanto este item é importante para a manutenção e desenvolvimento de um povo.
 
                   O nosso potencial de geração de energia eólica é estimado em 15,88 Gw/h, o que poderia nos ajudar a "respirar" melhor. É uma das prioridades máximas e precisa de urgentes investimentos.
 
 
Conclusão:
 
                    A viabilidade do ideal Rio-Grandense como nação, se demonstra factível.
 
                    Entretanto, o seu potencial de crescimento se vê limitado hoje pelas decisões do governo brasileiro, contrárias aos
interesses do povo gaúcho, imersos em critérios duvidosos e corrupção.
 
                    Um exemplo de decisões prejudiciais ao Rio Grande:
 
                    Em 2009, o Rio Grande teve um prejuízo de R$ 1,73 bilhão decorrente da seca no Estado, segundo a FARSUL. O Governo Federal, por meio da Medida Provisória 463, destinou R$ 880 milhões para municípios atingidos por efeitos climáticos no país (Todo o país!). Do montante, apenas 2% foi destinado aos municípios gaúchos! Enquanto o nordeste recebeu R$ 550 milhões para sanar os efeitos das enchentes, o Rio Grande levou a irrisória quantia de R$ 20 milhões para tapar um prejuízo de R$ 1,73 bilhão com a seca. (fonte: FARSUL e Assembléia Legislativa do RS).
 
                     A cada ano deixamos escapar a possibilidade de alcançar um maior desenvolvimento e melhor qualidade de vida utilizando os nossos próprios recursos. Somente em 2012 foram R$ 27,5 bilhões de reais que deixaram de ser investidos no Rio Grande  e que, como conseqüência, deixam de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos próprios gaúchos que o produziram.
 
                     Ao aceitar este cenário, estamos recusando ter melhores estradas, maior segurança, melhores escolas e universidades, mais hospitais, maior apoio às pessoas carentes, maior riqueza, entre um sem fim de exemplos mais. As empresas por sua vez, sem infra-estrutura e mão de obra qualificada, deixam de receber maiores incentivos, de dispor de melhores condições para competir em um mercado globalizado.
 
                    Ao aceitarmos passivamente esta situação estamos negando aos nossos filhos e netos um futuro melhor que o nosso!
 
                     Cabe à nós, gaúchos de coração, alicerçados na realidade dos fatos, compreendermos e tomarmos uma atitude digna de nosso povo, para que esta situação não persista por muito mais tempo. Esta é uma idealização, uma hipótese, mas que deve e precisa ser levada em consideração, com calma e tranquilidade, pelos briosos gaúchos rio-grandenses, alicerçados no passado, mas pensando exclusivamente no nosso futuro, de nossos filhos e netos.
 
                      Será este o "mundo" que desejas tu, leitor gaúcho, deixar para o teu filho?
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Criado e Composto por Romualdo Negreiros - Porto Alegre - Capital da República Rio-Grandense - 2015