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(Baseado em uma história verídica)

 
          Antônio era um homem normal.
 
          Até que um belo dia, num pequeno acidente, perdeu totalmente a memória! Esqueceu tudo o que passou desde o seu nascimento até aquele dia. Andou assim à esmo, perambulando, sem destino, sem razão. Este homem infeliz ainda é um homem, mas não tem identidade... Não sabe quem ele é!
 
          É assim que um malandro o encontra casualmente, vagando por uma rua deserta. Fica sabendo de sua triste situação e, por maldade e interesse, quer logo tirar vantagem, escravizá-lo.
 
          Inventa uma estória, diz conhecer-lhe, e faz o pobre Antônio pensar que é filho dele, narra-lhe fatos e dados fictícios, mentirosos, levando-o a crer que sua vida era outra, diferente da verdadeira... Que seu destino era acompanhar o seu pai, em sua carreira de crimes.
 
          Antônio agora era manipulado por seu algoz, que se dizia seu pai - justamente por não saber a sua verdadeira identidade! Aceitava suas orientações, e vivia segundo as “suas” regras, falcatruas, tráfico, roubos e drogas...
 
          Assimilando-as com o tempo, esqueceu-se de que tivera uma amnésia, e continuou sua vida no meio de crime e drogas, pensando ser realmente quem ele, de fato, não era!
 
          Então, quando realizava mais um assalto a uma residência, deparou-se com o seu irmão legítimo!
Logo seu irmão o reconhece, chama-o pelo nome, revela seu apelido "Nico", identifica-se, e revela-lhe quem ele é, que está cometendo um erro, seguindo a carreira de crimes...
 
                Antônio estranha a reação daquela vítima, perturba-se à princípio, mas não acredita. Maltrata-o, bate-lhe, chama-o de mentiroso, de estar inventando aquela história para se livrar do assalto.
 
                Então seu irmão, um homem prudente e inteligente, lhe fala de sua infância. Começa a citar traços culturais adquiridos pelos dois durante as experiências da vida e mostrar-lhe que é diferente, em seus sentimentos e modo de ser, não como aquele que se dizia seu pai!
 
                Criou-se, assim, um conflito interno, na mente, na alma e na vida de Nico. Pois seu “pai”, ciente do perigo de que o seu irmão poderia estragar seus planos, passa a forjar “provas” de sua infância, mostra-o que aquele homem (seu irmão legítimo) o está enganando, sabe-se lá com que intuito. Diz que abandonar seu pai é um "pecado capital" e que, sem seu auxílio e orientação, Antônio não sobreviverá, morrerá de fome!
 
                Embora reconheça que seu irmão possa ter alguma razão, Antônio reluta. Seu “pai” lhe apresentara muitas “provas” de sua vida pregressa, lembrando sempre as "regras" e as "leis" de vida criminosa que lhe ensinara, e que o obrigava a obedecer.
 
                O outro, porém, perseverava, insistia, não desistia de seu irmão. Muitas vezes o procurou, depois daquele dia, para mostrar-lhe provas da sua verdadeira identidade, sua verdadeira cultura. Roberto reconhecia e simpatizava cada vez mais com ele e o que dizia, pois sua cultura estava arraigada em sua alma, e aos poucos aflorava... Sentia-se parte dela, passou a entender e reconhecer-se... Passou a encontrar-se cada vez mais nas palavras do seu irmão, e a enxergar o sentido de sua existência em si mesmo... Aquilo que seu irmão insistia em gritar-lhe aos seus ouvidos fazia cada vez mais sentido... Mas assim mesmo, por infortúnio de Nico, ainda não conseguia desvencilhar-se do seu "pai": Medo da liberdade ou medo de castigo? As dúvidas permeavam a mente e um conflito interno cada vez mais crescente consumia-o.
 
                No fundo, no fundo, Antônio queria libertar-se... Seguir sua vida de maneira independente! Sentia no recôndito da sua alma que aquilo que seu "pai" fazia e dizia era errado... Era escravidão... Era contrário aos seus princípios. Com mentiras, "jeitinhos" e fraudes, seu "pai" lhe dizia que era livre... Mas Antônio cada vez mais via que não, que "parecia" livre, mas que no fundo estava sendo explorado e expoliado... No entanto continuava preso a ele, preso às suas leis, preso à falsa identidade que seu pretenso "pai" lhe fez acreditar a vida inteira. Achava-se economicamente interligado à ele. Relutava na incerteza de que, uma vez independente, pudesse sobreviver por seu próprio trabalho...
 
                É claro que podia, pois era sim muito capaz, mas faltava-lhe convicção para tanto... Seu irmão lhe orientava: bastava ele trabalhar honestamente, da forma como ele sentia que deveria trabalhar, fazer o que ele tinha por vocação, deixar agir a sua natureza, que, com certeza, ele não só sobreviveria como poderia se desenvolver muito mais, pois para isso tinha uma capacidade e uma bagagem cultural extraordinárias. Antônio sabia lá no fundo que aquela era a única solução para a conquista da verdade e da liberdade! Mas as dúvidas o faziam relutar... Faltava a Antônio arrojo, determinação, atitude!
 
                Mais fácil e mais cômodo era continuar naquela vidinha miserável, que já era sua realidade, do que se atirar em aventuras e brigas... Sim, certamente teria que brigar com seu pai por sua independência! E com certeza seria uma briga feia!
 
                E TU, GAUDÉRIO DO RIO GRANDE ???
 
                E tu, que relutas em assumir a tua cultura gaúcha, que te acovarda diante do gigantismo e prepotência brasileiras, que duvidas da capacidade de trabalho e produção do povo gaúcho, vais continuar nesta indecisão, como o infeliz Antônio, sem arrojo, sem determinação, sem atitude?
 
                Ouça, gaúcho, a voz do Movimento Rio Grande Livre que te conta e reconta a tua história verdadeira! Que briga por ti para que te libertes de uma vez da opressão, da mentira, da escravidão, da falsidade e da amnésia cultural imposta pela oligarquia brasileira!
 
                Desperta e te afasta de uma vez por todas desta cultura e identidade mentirosas que te fizeram acreditar que pertences, que vês na TV e te convencem que és brasileiro... Descubra tua verdadeira identidade, reassuma tua verdadeira cultura, e conquista tua liberdade! Liberdade a que tens DIREITO E DEVER!
 
                Dá o grito de independência! E segue tua vida como nação livre e soberana! Pois este é o teu destino...
 
Romualdo Negreiros
Matheus Duarte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   
Criado e Composto por Romualdo Negreiros - Porto Alegre - Capital da República Rio-Grandense - 2015