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                 A MÁXIMA DE BLUNTSCHLI NO RIO GRANDE

AUTONOMISMO

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          O separatista convicto acredita na máxima de Bluntschli:
 
MÁXIMA DE BLUNTSCHLI

“Toda nação é destinada a formar um Estado, tem o direito de se organizar em Estado.

A humanidade divide-se em nações; o mundo deve dividir-se em Estados que lhes correspondam.

Toda nação é um Estado; todo Estado, uma pessoa nacional.

          A incidência geográfica de uma cultura regional forma ao seu redor limites naturais que normalmente não respeitam demarcações e muitas vezes não são percebidos pelas pessoas.

          Esta área de incidência cultural, uma vez amadurecida, pode, e deve, buscar sua autonomia política, administrativa, e em todas as áreas que lhe for possível ser autônoma.

          Este o Princípio de Bluntschli.

          O povo Gaúcho, analisado à luz destes conceitos sociológicos, forma uma ilha cultural, com ethos próprio, com um padrão cultural único, independente das divisões geográficas conhecidas. O auto-conhecimento desta cultura desperta em nós, gaúchos, o mais elevado sentimento nacional (Nacional mesmo, no sentido de constituir uma nação). Uma vez arraigado este sentimento nacional, reivindicamos nosso direito natural de constituir um Estado, não anexo a um país maior, mas independente e soberano.

          Interessante notar que ao constatar que a “humanidade divide-se em nações” e “o mundo deve dividir-se em Estados” trás intrínseca a idéia de que uma nação é uma "formação natural". Faz parte do mundo, da natureza, como a água ou o ar... Uma nação é parte da natureza coletiva do homem. Unidos em blocos estas formações naturais perfazem nações distintas, segundo alguns fatores mais ou menos estanques: Clima, geografia, história, consangüinidade, origens, intervenções externas, e outros.
 
 
          Em contrapartida aparece o “Estado”, que não é natural, mas uma convenção humana: Um Contrato Social onde se estabelecem, por escrito, as regras pelas quais uma determinada nação (que já deve pré-existir) usará como base para alcançar o bem-viver e o desenvolvimento.
 
 
          Assim, a cada nação corresponde um Estado. Se ele (O Estado) não existe ainda, deverá ser criado!
 
          Sabemos que no mundo há vários Estados que encerram nações diferentes (ao arrepio da lei natural). Porém, regra geral, para mantê-los unidos, ou utilizam a força, ou cedem-lhes autonomia. A regra para a manutenção destes "Estados" é sempre a mesma: Imperialismo!
 
Continuando. Assim como as famílias que moram em um edifício unem-se em condomínio para obter alguns serviços essenciais únicos para todos (limpeza, segurança, etc.), também algumas nações, especialmente se provém de uma mesma origem, devem unir-se em Federação, com o mesmo objetivo. Temos aqui o caso mais contundente dos Estados Unidos da América do Norte.
 
          É, não é o caso do Brasil!
 
 
          Mas pode vir a sê-lo, com certeza! É o que nós do Movimento Rio Grande Livre acreditamos...
 
          A grande questão é: Formamos, os gaúchos, uma nação?
 
 
          Seríamos suficientemente exclusivos para pretendermos criar um Estado independente?
 
          Bem, ao contrário do que pensam, nós temos sim uma origem bastante diferente da formação brasileira. A começar pelo fato de que, à época colonial, o extremo-sul da Colônia-Brasil era Laguna, em Santa Catarina... (E da Santa Catarina que conhecemos hoje, apenas os cômoros de areia da praia pertenciam a Portugal).
 
                A cultura gaúcha se formou a partir das barrancas do rio Uruguai desde as Missões até o delta do Prata, dos Campos Neutrais com epicentro na lagoa Mirim, e nas áreas rurais que se espalham a partir de Montevidéu. Como percebemos, totalmente diversa da origem brasileira, que apenas nos influencia, à época, através dos incansáveis tropeiros.
 
                Nas guerras contra os espanhóis éramos os primeiros a ser recrutados ultrapassando as fronteiras incontáveis vezes. Sem contar que muitos gaúchos rio-grandenses lutaram ao lado dos espanhóis, com alguma notoriedade. As inúmeras levas de colonos, tanto dos Açores como de outros povos europeus, tão logo se assentaram em nossa terra já foram se influenciando e aderindo á cultura pampeana, mais adequada às lides e às condições climáticas, em detrimento de suas cuturas de origem. Assim, não importando suas origens foram engrossando e enriquecendo o "ethos" gaúcho.
 
                Consideremos ainda que só recentemente temos nítidas as fronteiras, e que independente delas, o povo que habita toda a grande região do Pampa Gaúcho, professa mais ou menos a mesma ascendência cultural.
 
                Vamos deixar ao leitor, a conclusão sobre a questão formulada acima!
 
                Por outro lado, podemos afirmar com segurança:
 
                O independentismo não é, em sí, uma solução! Mas é um caminho que nos poderá levar a ela!
 
                O Rio Grande pode e deve formar uma Federação Brasileira, como pensavam os Farrapos: Estados (ou regiões constituídas em Estados) independentes, unidas apenas em alguns pontos comuns, como um condomínio de edifício, por exemplo... É a forma antiga de entender Federação! Hoje, este conceito tem outro nome: Confederação!
 
                Bem, para isso precisamos cumprir um ritual (o mesmo dos EUA): Precisamos de algumas colônias independentes, e precisamos que elas, por vontade própria, com autonomia, se unam em Federação em uma reunião semelhante à “Convenção da Filadélfia”.
 
                Para que seja válida é imprescindível estarem exercendo, à plena, sua independência, caso contrário a Federação estará viciada...
 
                Estamos léguas desta situação, e andando à passos largos na contra-mão, no caminho inverso: A centralização!
 
                O Movimento Rio Grande Livre vem dar um grito de alerta, chamar a atenção para esta problemática, entendendo que só a partir daí, da independência, teremos o direito de sonhar com um país grande e forte, capaz de fazer frente às exigências do mundo atual e atender nossas expectativas quanto seres humanos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Criado e Composto por Romualdo Negreiros - Porto Alegre - Capital da República Rio-Grandense - 2015