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NÃO ODEIO O BRASIL

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Romualdo Negreiros                                                                

 
          Ao contrário de muitos dos nossos compatriotas separatistas gaúchos, eu não odeio o Brasil.
 
          Considero que o Brasil, como um país, não existe!
 
          “Brasil” é o nome de um território, de dimensões continentais, encravado na América do Sul, que fala a língua portuguesa.

          O Império Português, assim como o Mongol, o Romano, o Persa e outros, buscou explorar e conquistar o maior território possível, fazendo guerra e dizimando os povos que ali habitavam.
 
          Como não haviam portugueses em número suficiente para ocupar todo o território conquistado, pensaram o óbvio: Trazer colonos de outros países.
 
          Desta semeadura étnica diferente, combinando com ambientes e climas bem diferentes num território tão vasto, nasceram, como era de se esperar, sub-etnias diferentes, nada mais que isso!
 
          Manter o Império coeso foi uma dificuldade.
 
          Mas quando se proclamou a República ficou mais complicado ainda, pois cada povo que habitava este território, devido a estas mesmas diferenças etno-territoriais, passou a desejar autonomia plena para resolver seus problemas locais, e crescer conforme suas próprias vontades. Conforme os ditames de suas variadas culturas.
 
          Para não perder suas prerrogativas imperialistas, mesmo agora se intitulando uma “República Federativa” (Uma ironia), criou-se no Brasil um sistema político-administrativo absolutamente centralizador, onde todos os poderes, toda a economia, todas as decisões, concentravam-se nas mãos de poucos “oligarcas”.
 
          O maquiavélico sistema se encarrega, ainda hoje, de recrutar, dentre os muitos povos que habitam este continente, os candidatos a político mais aptos a evoluir, aprender as técnicas (Aquelas que conhecemos nos horários eleitorais) de enganar o povo; e os mais destacados nesta “arte”, galgam postos, são premiados, e por fim, um destes alcança o cargo supremo de Presidente da República.
 
          Consiste numa peleia partidária brutal e quase sem controle para subir ao “pódium das decisões”, ocupar cargos hierarquicamente mais importantes, onde o mais alto é o da Presidência.
  
          Tudo isso com o aval ingênuo do povo nas urnas, ludibriado pela fé de que este é o melhor sistema.
 
          Vejam, amigos, não há motivos para odiarmos os povos que habitam o território brasileiro, pois são eles tão vítimas deste sistema quanto nós, gaúchos!
 
          Não somos contra os povos que vivem no território brasileiro, mas contra O SISTEMA que nos escraviza a todos!
 
          Ora, dentre estes povos temos também o povo que podemos denominar de “brasileiro”, pois representa condignamente a cultura brasileira. E se este povo, assim como nós, ama e vive sua cultura como nós amamos e vivemos a nossa, que seja feliz! Não há por que hostilizarmos os brasileiros! Da mesma forma que eles não têm motivo algum para nos hostilizar.
 
          O pior que podemos fazer neste momento é brigarmos uns com os outros.
 
          Como o Brasil é um continente “de múltiplas cores”, como costumam afirmar, (Ou seja, onde habitam várias nações) não pode ser escravizado por um sistema oligárquico e centralizador como o que estamos vendo atualmente, e É ISSO QUE ESTÁ DE FATO ERRADO NO BRASIL!
 
          Por suas características, o Brasil deveria ser uma CONFEDERAÇÃO DE ESTADOS INDEPENDENTES!
 
          Isso se houver a concordância conjunta destes povos, no exercício de suas autonomias. Porque participar ou não de uma Confederação é uma prerrogativa autônoma de qualquer país do mundo! (Não era isso mesmo que queriam os Farrapos?)
 
          Portanto, enquanto os povos brasileiros estiverem enlaçados, presos, amordaçados, por um sistema político-administrativo que só os faz sugar e escravizar, vão continuar endividados, atrasados e infelizes, embora o “castelo” chamado Brasília vai muito bem obrigado, distribuindo dinheiro à rodo para outros países, e construindo uma bilionária Copa do Mundo.
 
          O Rio Grande, até porque tem um povo cuja gênese foi diferente das demais, é o que mais tem consciência da necessidade de conquistar sua independência.
 
          Cabe a nós, gaúchos, darmos o exemplo, mais uma vez, de como é que se faz...
 
          O Movimento Rio Grande Livre convoca pois a todos os gaúchos rio-grandenses a se unirem em torno da BANDEIRA DA LIBERDADE! Sem ódio a outros povos, mas com muito amor por este chão!
 
          E lutar, como fizeram nossos antepassados, os BRIOSOS FARRAPOS DE 35, para conquistar o direito de construir um país mais justo, igual, fraterno e livre, a República Rio-Grandense!

 

Criado e Composto por Romualdo Negreiros - Porto Alegre - Capital da República Rio-Grandense - 2015