Site Oficial do Movimento
RIO GRANDE LIVRE
Desenvolvimento de bases teóricas

Home Inscrição Contato Doação Facebook

      

                         REVOLUÇÃO FARROUPILHA,

AUTONOMISMO

DEFINIÇÕES     

BASES     

O PAÍS     

PERIFÉRICOS     

 

HISTÓRIA

RECONTANDO     

RESUMO     

CRONOLOGIA     

DOCUMENTOS     

CURIOSIDADES     

 

BIBLIOTECA

LIVROS     

TRABALHOS     

MATÉRIAS     

FOTOS     

LINKS     

 

OU GUERRA DOS FARRAPOS?

          Tenho percebido em muitos textos de revistas, jornais e principalmente nos meios virtuais, que tratam sobre a Guerra dos Farrapos, uma notória confusão!
 
          Desde aquela época os meios de comunicação, a escola (através dos livros escolares), a leitura de livros considerados “referência”, popularizam este mascaramento, ou acobertamento, da verdade histórica.
 
          Além de “Revolução Farroupilha”, chamam de “Guerra dos Farrapos”, “Revolta Republicana”, “Guerra de 35”, “Década Farroupilha”, “Guerra de 1835 a 1845” e outras referências, generalizando tudo e colocando os acontecimentos daquela década no Rio Grande, dentro de uma grande “pasta” chamada “Revoltas Brasileiras”.
 
          Precisamos deixar claro que essa “confusão” foi deliberadamente plantada pela historiografia oficialista em colunas de jornais, em revistas e livros editados desde então, para que as gerações posteriores, não pudessem chegar à conclusão da sua relevância histórica.
 
          A conclusão óbvia da leitura clara e verídica do acontecido naqueles idos tempos, deporia contra o poder estabelecido a partir de então, e por si só promoveria a revolta popular capaz de culminar em uma nova Guerra. Por causa disso José Domingos de Almeida foi tão perseguido, caluniado, censurado violentamente na publicação de um livro que recuperaria os fatos reais, e terminou sua vida completamente só, pobre e doente.
 
          Mesmo estando nós ainda sob domínio do mesmo império (Hoje disfarçado de República), e sujeito às mesmas retaliações sofridas pelos então Farrapos, não posso me calar e deixar em estabelecida pantomima meus caríssimos compatriotas e companheiros de luta.
 
                Reinterpretando os fatos, agora a partir do nosso ponto de vista (O ponto de vista do próprio gaúcho), vamos procurar colocar as coisas nos seus lugares e desmistificar a maioria dos conceitos errôneos que campeiam pelos meios de comunicação e pelas redes sociais.
 
                Tudo o que aqui for exposto pode ser, e será, comprovado tecnicamente em um livro que está sendo elaborado. Porém fica aqui, apenas como prévia, os resultados dos estudos.
 
 
                REVOLUÇÃO FARROUPILHA
 
                Farroupilhas eram todos aqueles que se insurgiam contra o domínio português no Brasil.
 
                Mesmo depois de Proclamada a Independência (O Brasil continuava um Império!), os cargos mais importantes e dominantes da sociedade brasileira eram ocupados por Portugueses ou descendentes dos mesmos. Portanto “Farroupilhas” existiam em todo o território brasileiro, na Bahia, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, e até aqui na Província de São Pedro.
 
                Portanto a revolta que começou em 20 de Setembro foi reconhecida pelo Brasil como uma Revolta Farroupilha. Sabemos, no entanto, que a tal revolta só aconteceu no Rio Grande porque havia uma conjunção de outros fatores, que movimentavam outros interesses, e que juntos, capitaneados por Bento Gonçalves, já reconhecido como grande Coronel, formou todo aquele corpo revoltoso.
 
                Portanto, amigos, a Revolução Farroupilha e o 20 de Setembro não têm muito a ver com a nossa luta atual! Interessa apenas ao Brasil!
 
                Bento Gonçalves, embora simpático às idéias independentistas da época e até mesmo à uma conjunção com o Uruguai, naquele 20 de Setembro armara-se e movimentara-se apenas com o intuito de depor o então Presidente da Província, Fernandes Braga, e abafar os focos de resistência que, com certeza, haveriam pelo interior. O que foi conseguido após um mês, somente:
 
                No dia 23 de Outubro de 1835, o Coronel proclama: “A nobre empresa que encetamos há trinta dias já se acabou incruenta e pura. Todos os municípios da Província já têm reconhecido a autoridade legal do Exmo Sr. Vice-Presidente e em vão os livres procuram facciosos; estes desapareceram.”
 
                Fim de papo. Terminou aqui a tão badalada “Revolução Farroupilha”... Esqueçam este nome, por favor!
 
 
                GUERRA DOS FARRAPOS
 
                Houveram consequências daquela “revolta”? Sim, houveram, e muitas... Mas não vamos entrar aqui em detalhes, pois não é nosso objetivo agora.
 
                O fato é que, após quase um ano, a situação estava indecisa, o Império encetou furiosa perseguição aos revoltosos, e por fim, em 11 de Setembro de 1836, o Gen. Netto, por diversas questões que deixaremos para o livro, acabou por PROCLAMAR A REPÚBLICA RIO-GRANDENSE!
 
                Ora, o Brasil ainda era um Império. E como uma República não pode fazer parte de um Império, equivalia à proclamação de nossa INDEPENDÊNCIA! Afinal, o separatismo era uma das mais fortes correntes que compunha as forças iniciais de Bento Gonçalves, inclusive com sua adesão.
 
                A partir deste momento, todos os confrontos, todos os atos dos Farrapos, mudaram de nome.
 
                Agora os antes revoltosos eram chamados “SOLDADOS REPUBLICANOS”. O Rio Grande não era mais uma Província, mas um “ESTADO REPUBLICANO INDEPENDENTE”. Ao invés de Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, agora era a “REPÚBLICA RIO-GRANDENSE”, um país independente! E a “Revolução farroupilha”, agora é a GUERRA DOS FARRAPOS!
Em 11 de Setembro de 1836, começa a luta pela MANUTENÇÃO da nossa independência, e os exércitos imperiais brasileiros, agora são “invasores”, “agressores”, “inimigos”! Pois não reconhecem a independência deste território.
 
 
A CONFUSÃO
 
                A confusão estabelecida propositalmente pelos historiadores brasileiros, é de ACEITAR a versão brasileira de que a Proclamação da República não aconteceu, e que tudo não passou de uma revolta localizada, como as demais em outros pontos do território brasileiro. Não aceitam nem mesmo a existência de separatistas entre as forças de Bento, e propagam a idéia de que os farrapos lutaram exclusivamente para a implementação de uma República Brasileira... O que é hilário!
Peço, portanto, encarecidamente, que pelo menos meus amigos, compatriotas, companheiros de luta, enfim todos os que de verdade amam este chão, nossa cultura gaúcha e nossa mais cara história, E AMAM A VERDADE, não cometam mais esta gafe.
   
Criado e Composto por Romualdo Negreiros - Porto Alegre - Capital da República Rio-Grandense - 2015