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             SISTEMA POLÍTICO-PARTIDÁRIO BRASILEIRO

 

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          O Brasil é um país continental, criado por um Império com cobiça de grandeza. Um Império que buscava anexar mais e mais terras, confundindo grandeza territorial com riqueza econômica.
Um país deste tamanho só pode ser bem e justamente governado de forma
"Absolutista" ou "Oligarquista".

          Não podemos esquecer que o Sistema Federativo  clássico foi criado na Convenção da Filadélfia, por 13 colônias iniciais que tinham, então, praticamente um fato social homogêneo, ou seja, tinham sido colonizadas basicamente pelo mesmo colonizador! Não se mesclaram em grande escala pelo concubinato, e não priorizavam a exploração em detrimento da colonização, como o ocorrido aqui no Brasil.
 
 
          Ainda, não esqueçamos que um território ser colonizado por anglo-saxões é uma coisa, ser colonizado por Portugueses (inicialmente) é outra coisa bem diferente.

          Bem, enquanto foi um Império, o Continente Brasílico ia bem, muito obrigado. As revoltas por liberdade eram sufocadas a ferro e fogo, os seguidores de novos sistemas europeus, como República e Federação, eram perseguidos, presos, mortos, e esquecidos... E ainda assim, tudo corria bem. O Brasil crescia, era até respeitado lá fora!

          Claro que aqui dentro ninguém agüentava mais esta situação de escravo. O Império português era esfolado pelos ingleses, e quem pagava a conta eram nossos antepassados.
 
          As revoltas eram tantas, que os detentores do poder partiram para uma mudança radical: "Proclamaram a República"!...

          Só no papel.

          Todos sabemos: Foi uma proclamação de mentirinha, só pra Inglês ver. De fato continuamos, sob novo formato, com o mesmo e arraigado sistema imperialista.

          À medida que o mundo foi se modernizando, e adotando novas formas de administração, o Brasil não mudou. Apenas foi se adaptando, sem jamais abandonar, no fundo, no fundo, o centralismo oriundo dos tempos do Império. E a mania de grandeza também.
 
          Foi preciso, portanto, metamorfozear-se em um sistema político tal, que parecesse ao olhos de todos, democrático, liberal, e republicano, mas que no fundo continuaria, sempre, contemplando a centralização de poder decisório, poder político e poder econômico...
 
          Desenvolveu-se desta forma este sistema político-partidário e administrativo que até hoje nos infelicita a todos, não só aos Gaúchos!
 
          Ora, reformas não resolvem. Pois só os muito ingênuos podem acreditar que parlamentares e governos vão abrir mão de suas prerrogativas, de seus direitos adquiridos, para fazer um "agrado" aos anseios do povo. Eles não vão "implodir" o sistema que os colocou lá e os “amamenta” tão bela e graciosamente.
 
          O Sistema político é seletivo, e para galgar postos, é necessário comprovar capacidade e comprometimento com o próprio sistema. Assim, ele se auto-sustenta.
 
          Permita-nos um exemplo:
 
          Se nós, pessoas comuns, do povo, cheios de boas idéias e boas intenções, pretendermos entrar para a Política Partidária Brasileira, com pensamentos elevados de servir ao próximo, podemos entrar, sem barreiras.
 
            Financiaremos nossa campanha do próprio bolso e com algum talento obteremos a simpatia de amigos e parentes.
Mas, já na vida parlamentar, no primeiro degrau de uma "promissora carreira" que nós pretendemos trilhar, precisaremos entender o "funcionamento interno" do sistema, para melhor nos adaptarmos e conquistarmos nossas vitórias. Precisaremos aprender a barganhar, a trocar favores, até mesmo a “conquistar” algum líder. Aprenderemos a "compor", à civilizadamente confraternizar com o o inimigo. Enfim, vamos entender que só mesmo nos corrompendo, abrindo mão de algumas convicções, abandonando certos conceitos em detrimento de um conceito generalizado, vamos conseguir obter algum espaço dentro do partido...

 
          Daí em diante, só vamos cada vez mais nos tornar “verdadeiros políticos", dizendo o que o povo quer ouvir (Que, afinal, é o que ele quer ouvir mesmo), mas fazendo o que é melhor para o partido (que é, afinal, o que o Partido e nossos companheiros esperam que façamos!), mesmo que uma coisa, na maioria das vezes, não coincida com a outra.
 
          Que tal! Já fazemos parte da “quadrilha”!
          O Sistema nos criou, e nos orientou a isso! Se nós aceitamos, vamos em frente, e com certeza lá estaremos bem de vida, dinheiro, família, vida social e nem ligando para as agruras da vida que deixamos para trás.
 
          Se, no entanto, não aceitamos isso, e começamos a espernear, a questionar, a por o dedo na ferida... Bem, não somos mais bons políticos (no entendimento deles, é claro!), e sistematicamente somos colocados de lado, somos regularmente voto vencido, somos esquecidos num canto em detrimento de novas promessas, até definhar... Ou, o que é pior, nos aconselham a seguir a carreira acadêmica e deixar a política para os “políticos”.
 
          Assim, o sistema seleciona os "melhores" políticos, separando o "trigo" do "jôio", e não só se perpetuando, como evoluindo em suas bases prerrogativas.
 
          Agora voltemos à questão principal: Por que o sistema político do Brasil é "este", e não outro mais justo e confiável?
 
          Só há uma resposta plausível: Por falta de "homogeneidade cultural"!
 
          Um povo com uma cultura própria, específica, determinada, obtém uma personalidade coletiva única, e,  exercendo-a, saberá o rumo a tomar que seja melhor para seu povo. Isso chama-se “Identidade Nacional”!
 
          Coisa que o Brasil não tem, por conta de sua Diversidade Cultural!
 
          Nunca um separatista afirmou que só o Rio Grande tem identidade nacional
 
          Podemos ver num relance cinco ou seis povos, no território brasileiro, culturalmente distintos mas homogêneos, capazes de constituir uma verdadeira identidade nacional!
 
          Inclusive observamos um deles: A identidade brasileira!
 
          O Paulista, o Nordestino, o Pantaneiro, cada povo com sua própria administração, tem mais chances de desenvolvimento do que um Brasil multicolorido sem identidade, administrado como uma grande empresa, que enriquece a cúpula (Oligarquia!) às custas de seus milhões de trabalhadores-escravos.
 
          Separando todos os povos do Brasil, destruiremos o sistema até aqui estabelecido. E criaremos condições para que cada povo, com sua homogeneidade própria, tenha condições de construir sistemas políticos-administrativos mais voltados aos seus interesses...
 
 
 
 
Criado e Composto por Romualdo Negreiros - Porto Alegre - Capital da República Rio-Grandense - 2015